SÃO PAULO - Linhas de investigação divergem entre crime comum e espionagem. PF interroga até ex-funcionários.
A Polícia Federal não definiu ainda se o furto de laptops com dados sigilosos da Petrobras foi um crime comum ou ação realizada por espiões. Nesta segunda-feira, o jornal Folha de S. Paulo publica análise do perito da PF Isaac Morais.
O perito crê em crime comum, pois o contêiner de onde foram furtados os computadores estava revirado, com cadeado e lacres arrombados de forma vulgar. Para o perito, numa ação de espionagem o criminoso tenta manter o local do crime pouco modificado.
Um espião, crê o perito, copiaria os dados para um pen drive e evitaria uma ação que despertasse a atenção de investigadores.
Outros agentes da polícia, no entanto, acreditam em crime de espionagem, pois é muito difícil obter acesso as áreas de depósitos de contêiner. O contêiner onde o furto ocorreu é uma espécie de escritório móvel, com computadores, mobília e arquivos e, em tese, é muito bem protegido pela empresa de transportes.
No caso de computadores protegidos por criptografia, por exemplo, furtar o laptop seria mais vantajoso, pois com os equipamentos em mão os interessados no furto teriam todo o tempo necessário para tentar decodificar os dados.
A responsável pelo transporte do contêiner é Halliburton, que por sua vez contratou outra empresa, a Transmagno para efetuar a operação. A PF já ouviu os responsáveis pelo transporte. Agora, a polícia quer ouvir funcionários e ex-funcionários da Petrobrás, engenheiros que tinham acesso aos procedimentos de segurança no transporte de dados protegidos.
A assessoria da Petrobras afirmou que a empresa não vai se manifestar sobre as investigações da PF.
No Chile, o presidente Lula afirmou que dependendo dos resultados das investigações, a Petrobrás poderá mudar seus planos de exploração de petróleo, a fim de proteger-se de eventual mau uso das informações furtadas. Lula disse ainda que considera o furto grave pois os laptops continham “segredos de Estado”.
Blog da Sandra Carvalho:
Por que segredo da Petrobras passeia em notebook?
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">PF diverge sobre furto na Petrobras</a>, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO - SÃO PAULO - Linhas de investigação divergem entre crime comum e espionagem. PF interroga até ex-funcionários.
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