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Matriz da TIM é acusada de truste
Reuters Sexta-feira, 03 de abril de 2009 - 07h46Reuters |
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Telco alterou estatuto para se livrar de problema antitruste. |
MILÃO - A Telco, maior acionista da Telecom Italia, alterou seus estatutos a fim de tratar melhor um problema antitruste na Argentina e uma disputa de controle acionário no Brasil, revelou uma fonte familiar ao assunto.
Em uma assembléia de acionistas da Telco, esta semana, foi removida uma sentença em seus estatutos que sugeria que a Telco exercia "coordenação e controle" sobre a Telecom Italia, segundo a fonte.
Os acionistas da Telco, que incluem a espanhola Telefónica e os bancos italianos Mediobanca, Assicurazioni Generali e Intesa Sanpaolo, dizem que a Telco é apenas uma acionista da Telecom Italia e não exerce qualquer controle sobre suas atividades.
A Telco controla 24,5% da Telecom Italia, e a Telefônica, por sua vez, controla 42,3% da holding Telco.
Contudo um analista disse que a alteração de estatuto provavelmente não bastaria para convencer as autoridades antitruste argentinas e as autoridades de mercado de capitais brasileiras de que a empresa não exerce influência, e assim evitar uma batalha judicial com as duas autoridades regulatórias.
Na Argentina, as autoridades antitruste congelaram uma opção de aquisição que a Telecom Italia detém sobre a Telecom Argentina e estão examinado se a operação criaria uma posição dominante no mercado do país.
Além de sua participação na Telco, a Telefónica opera na Argentina via Telefónica de Argentina.
No Brasil, as autoridades regulatórias do mercado anunciaram que a Telco tem a obrigação de fazer uma oferta pública pelas ações ordinárias em circulação da TIM Participações, subsidiária brasileira da Telecom Italia.
A autoridade regulatória diz que a oferta é devida porque entende que, com a mudança no controle da Telecom Italia no final de 2007, houve alterações no controle da TIM no Brasil. A Telco discorda.
Na semana passada, a área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recusou um recurso da Telco e manteve a decisão de que a oferta pública precisa ser feita. A decisão final cabe, agora, ao colegiado da autarquia, ainda sem data prevista.
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